Segunda-feira, Abril 13, 2009

Entre ganidos de um rádio rouco,
Uma porta aberta range lânguida.
A cama que antes me confortava,
agora parece atada ao meu corpo.
Tenho sede, não sei se preciso de água,
parece que cada vez que bebo um gole a sede aumenta,
sem contar os grãos que ficam presos na minha garganta.
O quarto não sei mais que cor tem.
Pintaram com sangue ou lágrimas?
No fim, acabo por perceber que o que escorre pela parede,
não é cor, não é dor, muito menos pranto.
Creio que apenas me dei conta que acabei louco...
Escuridão, um som calmo e alegre tomava conta de mim enquanto meus olhos cerrados ainda se lembravam dos momentos que a pouco tinham feito toda a diferença.
Então o susto, pela janela a luz da lua fazia o chão tremer num misto de medo e perplexidade, o barulho de rodas agoniando no asfalto pareceu durar horas, em menos de quinze segundos o ápice de tudo.
Fumaça. O ar pesado misturava pavor e um cheiro acre que ardia as narinas. E os gritos.
No princípio era só um susto, mas então veio dor, da possibilidade da perda, da possibilidade da morte, a dor de ver o que nem sempre é belo.
O susto se transforma em pressa, força, e tentativas inúteis de fugir de algo que pode se tornar sua prisão eterna.
Após instantes de agonia o ar gélido da noite atinge a pele e arrepia os pelos, fazendo com que aqueles filmes de terror que antes apavoravam fossem meras lembranças.
Após um breve esticar de braços o alívio de estar bem, pelo menos fisicamente.
Mais gritos ecoam pelo ar. A distância não significa de modo algum segurança, paz. As súplicas daqueles que infelizmente não tiveram a mesma sorte que eu enchem de dor o coração.
Então a mais forte de todas as frases é pronunciada. "Por favor Deus, me leva logo embora". O grito de súplica, dor, desespero, me acompanha por todas as horas seguintes e muito mais além.
O que se segue é apenas vago. Desconforto, desespero pela incapacidade de fazer algo, dor, lágrimas que só viriam a brotar horas e horas depois.
Quando o conformismo havia atingido seu limiar do que até agora não sei se classifico como tolerável ou inévitavel, mais gritos, mais dor.
Novamente o barulho inconfundível do desastre. Mais desespero, mas a conformidade faz o alívio de não ver brotar mais sangue chegar logo.
Enquanto as horas trafegam pela turbulência de pensamentos desconexos, somente o desejo de ouvir uma voz familiar.
O tempo passa e tudo se resume a lembraças vagas de impaciencia e notícias triste de alguém que acaba de falecer.
Ao final de tudo, restam algumas noites mal dormidas.
E sempre o medo.

A aqueles que lêem meu blog como um espelho de meus sentimentos.

Um sorriso, preto e branco talvez.
Um coração, de um vermelho mais vivo que sangue.
Os olhos, estes nunca deixaram de brilhar.
E a alma, esta sim, cada vez mais completa.

Estou próximo ao que alguns chamam de paraíso.

Segunda-feira, Março 30, 2009

Ó nefasto sentimento que invade minh'alma,
Por que bates em porta minha em tão auspicioso algúrio?
Que lúgubre destino seu séquito sombrio traz ao meu lar?
Quão desonrosos serão meus dias vindouros?
Somente a infindável volúpia do incestuoso universo saberá...

ODEIO poesia desse tipo ehuehuehuehuehuehuheue

Terça-feira, Setembro 09, 2008

Em cada dedo um risco,
Em cada riso um choro,
Em cada coro um adeus,
e de Deus, só um não...
Eu quero um ponto.
De partida, de encontro,
Um ponto final, "de continuação"...
Mas quero um ponto,
Já que nem um ponto eu sou...
Pronto... era isso...

Segunda-feira, Setembro 08, 2008

Interessante mesmo é pensar em poesia e escrever em sofrimento...

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

De cada palavra, cada verso,
Com sinceridade amigo, confesso,
só me vem aquelas que jogávamos fora.

De cada pranto, cada lamento,
Passei a guardar no bolso só o tormento,
De um dia ter que vomitar tudo isso.

Não, eu não pedi que as palavras viessem,
Ai meu Deus,se elas soubessem,
Que a cada rabisco me tomam um naco de alma.

Ah... mas um dia sim, eu tenho certeza,
Cantarei não somente a mais pura beleza,
mas todo o mistério e suavidade da dor.

E com que cor ela me dará a graça?
Isto, sinto muito, não sei dizer...

Sábado, Junho 14, 2008

Quem sabe a luz, tímida como só ela sabe ser, venha agraciar minha face com teu calor amável.

De um tanto que escrevi,
lí, relí,
Nunca me arrependi,
nem de um ponto,
nem de um conto,
nem de mim,
nem de você.

Só me arrependo de nunca ter sido,
o poeta que fui e nunca ví,
Porque quem sabe,
nunca existi.

Não sou o poeta dos fracos,
Não compro palavras em frascos,
Não bebo whisky com a morte
(nunca tive essa sorte),
Não sou solitário,
Solidário,
Idealitário,
Até mesmo igualitário.
Sou apenas um imbecil que desafia a ordem com um lápis na mão.

Poeta que sou, nunca fui.
Se queres um herói ou um sábio, procures para dois,
Pois há dias preciso de um.

Alguém vai ler isto?

Para haver Estado é necessário que o mesmo seja civilizado. Civilização é o “estágio de desenvolvimento da sociedade em que a divisão do trabalho, a troca entre indivíduos de resultante, e a produção mercantil – que compreende uma a outra – atingem o seu pleno desenvolvimento e ocasionam uma revolução em toda a sociedade anterior” (MALINOWSKI, 1975), ou seja, é o conjunto de caracteres próprios da vida social, política, econômica e cultural de um Estado.
A sociedade passou por vários estágios antes de tornar-se “civilizada”. Anteriormente tínhamos a produção, consumo e distribuição coletivos, onde os produtores eram “senhores do processo de produção e de seus produtos”. Com a introdução, mesmo que aos poucos, da divisão do trabalho, passou a existir na sociedade a apropriação individual levando à produção mercantil, baseada na troca e não mais na coletividade. Com essa troca, o produtor não mais está ligado à produção e ao consumo e temos a adição do comerciante, que é o intermediário entre produtor e consumidor.
Para atingir a civilização é necessária a criação de leis internas para organizar a vida social, buscando a ordem. Contudo toda a produção social ainda é regulada, não segundo o plano elaborado coletivamente, ou seja, não de acordo com a forma mais benéfica para sociedade e de acordo com a vontade desta, mas por lei cegas, que atuam com a força dos elementos, em últimas instâncias nas tempestades dos períodos de crise comercial.
Cada benefício para um é um malefício para outro. Em cada grau de emancipação adquirido por uma classe é um novo elemento de opressão para outra. Como por exemplo a criação de máquinas. Tem por benefício o aumento de produção, quem ganha é o empresário, contudo tem por malefício a demissão de alguns empregados por desnecessidade da mão-de-obra que foi substituída pela máquina.
Deve-se evoluir sem prejudicar. Quanto mais progredir a civilização, mais se vê obrigada a encobrir ou negar os males que traz necessariamente com ela. Como no exemplo citado, em vez de demitir a mão-de-obra, deve ensina-la á operar as maquinas ou coloca-la em outras funções.
Deve haver a supremacia do interesse público em relação ao interesse individual, havendo entre uns e outros uma relação justa e harmônica. Sendo que na verdadeira civilização deve operar a democracia, a fraternidade, isonomia de direitos e a instrução geral, mostrando assim uma evolução das antigas “gens”.
Quem sabe a gente se encontre, quem sabe eu nunca olhe em seus olhos, quem sabe eu aperte sua mão, quem sabe eu cuspa em sua cara, quem sabe?

Chega de aforismos inúteis que sempre dizem a mesma coisa.

De um modo geral eu vou morrer, você vai morrer, o papa vai morrer, e a vida continua. Até o ponto em que o mundo morrer também. Aí fomos todos para a "cucuia".

Uma vela só faz sentido após seu pavio SER aceso.

Antes de morrer faça alguma coisa. Não é porque tudo um dia vai acabar que você vai assitir isso tudo como se fosse um filme fantástco de Bergman que ninguém não tem nem coragem de falar mal.

Seria mais emocionante algo do tipo: "se vocêêê quer dar uma descansadaaaa, se a suuuua calma acabou, se sua cuca vai fundir, a solução está aqui, contigooooo na estrada agora eu vou". (piada inútil pra quem não teve infância)

Sexta-feira, Junho 06, 2008

Sexta-feira, Abril 25, 2008

Para que meus olhos sintam,
e veja teu coração,
expresso-me revoltoso,
numa triste oração,
antes que eu vá embora,
Deus, me dê perdão,
Não por ter faltado amor,
Mas sobrado solidão.

pensamentos soltos

às vezes um verso me aparece na hora errada,
outro, só p'ra semana que vem...

Acelerem o mundo! que eu estou ficando entediado!

Mais vale um estilingue na mão, que 2 pedradas no cocoruto...

Molho por molho, macarrão al dente.

Quando o mundo era plano, resolveram arrendondar...
Hoje ele sendo redondo, dá p'ra planejar?

Terça-feira, Abril 15, 2008

Gaste toda sua fé,
antes que seja tarde,
antes que tua alma fétida,
seja por inteiro corroida por vermes.

Domingo, Março 16, 2008

Sinto muito.
E hei de sentir sempre,
Porque nada melhor que tí,
Dentro do meu peito.
Amor.

Domingo, Março 09, 2008

Sentado num papel sozinho,
Um canto sujo na mão,
Ouço a pena desafinada,
No meu violão sem tinta.

Escorre tristeza pelo rosto,
Ecoa lágrima dentro em mim,
Sem flores, me ponho a chorar,
Olhando um vaso de sentidos.

Entornei livros cheios de veneno,
Rasguei copos arrumados na estante,
Arranhei paredes que tanto ouvia,
Derrubei discos que me prendiam aqui.

E trocando os mundos, resolvi sair pelas pernas...
Prefiro esquecer que sou gente, humano,
Preferiria talvez, feito de pano,
Viver de sonhos, como um brinquedo feliz.

Não que feliz esteja distante,
Mas antes brinquedo em teu peito pujante,
Que comida de verme em terra fria.
Pena que a fome leva,
e o que a reza pede,
não sustenta.

Pena que a fome leva,
e o santo na parede,
não faz a feira.

pena que a fome leva,
e não tem por onde,
sequer fugir.

pena que a fome leva,
e nesse brasil tão grande,
não dá nem tempo de viver.

Quinta-feira, Novembro 01, 2007

Rebelo-me contra a pena que me prende, sufoca, entorta!
Só ações, nada de palvras.
A primeira de todas:
Acabo de rasgar essas palavras. (mentira... isso é um blog, não dá pra rasgar nada ¬¬)


bah... nem rebelde eu posso ser em paz! xD
A poesia triste é burra.
As palavras certas ela só empurra.
Aliás, toda poesia é burra.
P´ra que papel com um sol lindo entrando pela janela?
Se uma semana tem sete dias, como posso estar feliz quarenta e nove?

Se parei de beber coca-cola, por que meu copo insiste em estar cheio?

Se sou idiota, criança, besta, bobo, sou feliz =D





100000000% de coisas egoistas escritas acima... não é pra entender mesmo xD

p.s.: nada de alcool nessas frases ¬¬
E tudo como sempre.
Pareço perdido.
No rosto as mesmas olheiras cançadas de sempre.
No cabelo o mesmo penteado despenteado.
O rádio toca os mesmos tristes blues.
E nada parece diferente.
Nada parece ter jeito.
Mas, o gosto de tua boca.
Seu perfume.
Perdido como sempre.
Uma palavra e nada mais.
Feliz.

Terça-feira, Outubro 02, 2007

poesia seca

Uma cena bela me comove,
Estava seca e já não floria,
Arvore caída que as cinzas envolve,
Hoje morta transpira poesia.

Suas velhas raízes ainda resistem,
A seu tronco partido ainda dão as mãos,
Agarradas à terra em viver insistem,
Esforço perdido, mera ilusão.

Domingo, Setembro 30, 2007

Perdi, hoje cedo, um pedaço!
Tarvez me apergunte sem embaraço,
Ou faça firula inhante de dizê,
Afiná cumpade, perdeste um pedaço de quê?

Pois inda onte eu me achava completim completim,
Vois micê, ô quarquê um, que oiasse pra mim,
Ia vê um homi, de dois braço, duas perna, com dois oi e orêa,
Sem ninhuma disformidade, quais novo e com sangue correno nas vêa.

Mas aí tú me diz, ave cumpade, indoideceu foi?
Tú num ta aí interim, com braço, perna orêa e oi?
Que diabo te deu homi?
Inté parece que cruzô cum lubisomi!

Inhante fosse cumpade zé,
Pruquê se fosse lobisomi, eu inda dava no pé,
Ô se fosse doidice, vois miceis me amarravava e dava um banho fri,
Mas o pedaço que farta, cumpade, tiraro de dentro daqui.

Dinovo tú me apergunta, cumpade, te tiraro um figo, um rim ô os intistino?
Valei-me homi, diz logo que eu já me tô mijano de medo feito minino,
Tão robano inté os orgo do povo da roça?
Ai deus, inda hoje me mando dessa choça!

Não se apoquente cumpade que tú num intendeu,
Não me abriro e nem tiraro nada deu,
O que tiraro daqui de dentro num sangra não!
Tiraro daqui de dentro, foi o amor do coração...

Sexta-feira, Setembro 14, 2007

Tua boca nunca será
sinônimo de amor,
Quanto mais provo,
sinto teu calor,
Mais distante e fria
fica tua alma.
Nem de longe teus olhos
minha mente acalma,
Nem sequer perto
chegarei do teu querer,
E de todo o carinho
que por ti hei de ter,
Só me resta chorar
num canto qualquer,
Atirar-me aos braços
de outra mulher,
ou beber teu amor
em grandes doses de conhaque barato...

Terça-feira, Setembro 11, 2007

Ganhei um caderno pra rascunhar minhas poesias... quando eu morrer, se alguem achar interessante, publique meus textos xD
escrevi até uma daquelas frases para colocar na frente do livro:

Alguns escrevem porque tem o dom. Eu, sou só teimoso.
Rubens Vinícius

Sábado, Setembro 08, 2007

Cansei de história que não anda,
Parei de amar quem o coração manda,
Apaixonar-me não quero nunca mais,
Cupido, por favor, me deixa em paz!

"meu peito até parece sabe o quê?
Tauba de tiro ao alvaro,
Não tem mais onde furar"

Pena que não escrevo samba ¬¬

Quarta-feira, Setembro 05, 2007

Pensamentos, Fragmentos e outras loucuras...

A todo momento me perco em nós,
Que atam meus pensamentos vãos e sós,
Iludem meu coração há muito, vazio,
Recordam que além do amor, há frio...




Abra a janela, não há sol,
Apenas névoa que traz dor.
Triste sombra preenche em mim,
O coração com uma única nota, se...




O engraçado é que palavas não surtem efeito...
Ações tão pouco...

Terça-feira, Setembro 04, 2007

Perdido num turbilhão de acasos, que mais parecem obra de Loki que do próprio destino...

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Eu não sou daqui!
Na minha terra os dias não se perdem à toa,
As vidas não são descartáveis,
Não vivemos simplesmente por viver,
Ainda escrevemos cartas de amor em papel de pão (daquele cor de rosa que não se vê mais nas padarias),
Ainda me dou o direito de sonhar...

Sexta-feira, Agosto 24, 2007

"Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos
dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e
rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor
me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não
queres como és"


qm me dera escrever assim xD

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

como uma sinfonia muda que nunca chega aos teus ouvidos...

Segunda-feira, Agosto 20, 2007

Deletei o ultimo texto pq pretendo enviá-lo pra um concurso... e n podia usar um texto publicado rs
mas os comentários de vcs eu salvei xD

11 Comentários Fechar esta janela Ir para formulário de comentário
Laís disse...
Tão...

intenso!

:*

3:33 PM


mari disse...
vc teria futuro na publicidade...
ehehehhehhehehhe

Beijooo =)

4:00 PM


Kelly disse...
QUEBRA TUDO, BROTHAA!
\o/


;**

5:20 PM


Franci disse...
gostaria de sair pelas pernas... é uma ideia agradavel u.u

5:37 PM


luciana disse...
inversões interessantes ...
só não comento mais por causa do que a cigana falou pra você quando leu a sua mão .
será ?

11:17 AM


LaRáNjInHá =]~* disse...
uÊ!!! ='/ que tristeza glorioxÚ Kingú.... uê mocinho...!!! Wake up!!! tem uma bela vida ai para vc viver....! =]~*

P.s.: e o pq cê sumiu? ='/

1:19 PM


milla disse...
gostei muito dessa viu!
e aí, como você tá?

10:18 AM


Mau disse...
Eu tô falando sério, essa foi uma das poesias mais maneiras que já li. Sério mesmo.

2:06 PM


lara disse...
Binhu,
Parabéns! Filho fikou muito lindo seu poema =D
bjo e ate +

2:30 PM


Kriny disse...
Eu perdi meu tom de crítica..
esqueci em meus devaneios antigos.. e ficou só essa aqui..
Vazia, e mesmo assim necessária.

3:23 PM


Paula Leite. disse...
nossa, adorei o texto, lindo lindo lindo! :)

e sim, eu estou viva, mas agora estudando muuuito! 8)

3:48 PM

Domingo, Agosto 12, 2007

Cá no meu canto,
o que me encanta,
é uma lágrima solitária,
que canta a saudade...

*realmente chorando de saudade*
"A Chuva Desce a Ladeira

A ÁGUA da chuva desce a ladeira.
É uma água ansiosa.
Faz lagos e rios pequenos, e cheira
A terra a ditosa.

Há muitos que contam a dor e o pranto
De o amor os não qu'rer...
Mas eu, que também não os tenho, o que canto
É outra coisa qualquer. "

Fernando Pessoa

Domingo, Agosto 05, 2007

Quais são as opções?
Fugir? Ficar? Enfrentar minhas paixões?
Detesto ser pessimista,
mas tenho um coração masoquista.

Sexta-feira, Julho 27, 2007

De olhos fechados vejo seu brilho,
Imerso em desespero, perco meu trilho,
Trilho que nunca tive, nesse meu mundo maldito,
Sempre aos tropeços, esquecido no infinito.

Percorro a vida num afã doentio,
Buscando por ti, submerso no vazio,
Na esperança de ter uma vida perfeita,
Percorrendo ao teu lado essa sina suspeita,

De crescer e morrer, florescer e cair,
Sem se quer perceber, se ainda há o que vir,
Nada importa, só você,
Seu amor, sua alma, seu querer,

Me deixo morrer, para te ver sorrir.
outro texto antigo, postando aqui só pra n perder...

Ser apenas um
num mundo de bilhões
onde cada um é dez
onde cada dez é um só
onde tudo se copia
tudo se diversifica
onde tudo vai
e tudo volta.
Ser um,
ser dez,
ser ninguém.
Poesia escrita há muito tempo atrás...
Tenham todos um bom dia.

Dos tempos em que eu queria ser grande,
Guardo todas as promessas,
Mesmo aquelas às pressas,
Que fiz ao teu ouvido.

Prometi mil estrelas,
Levar-te ao infinito,
Espantar num só grito,
O escuro da imensidão.

Percorrer o mundo inteiro,
Teu nome dar a todas as ruas,
Trazer-te não somente a lua,
Mas todo o universo.

Hoje confesso, me arrependo,
Não de tê-las prometido,
Mas por não ter cumprido,
Tudo aquilo que tive chance.

Quarta-feira, Julho 25, 2007

"o pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar?"

E voando te encontro até no espaço,
pois a distância não diz nada quando se trata de uma amizade sincera.
Espero o dia de te ver nem que seja para ter um único abraço,
pois tenho certeza que valerá por toda a espera...

Aos amigos que não posso ter sempre ao meu lado, um pedaço do meu coração.
Um brinde à nossa tristeza, que se transformará em alegria no momento certo.

Segunda-feira, Julho 23, 2007

Ao sair de casa hoje à tarde resolvi que eu iria escrever ao menos algumas linhas sobre mim e postar aqui.
A primeira pergunta que me veio a mente foi:
O que as pessoas devem achar de um rapaz, com seus vinte anos de idade, calçando um All Star sujo, calça jeans preta desbotada, camisa verde sumo com os dizeres "are u ready to rock?", segurando na mão direita um livro entitulado "Contracultura através dos tempos", dois dvd´s ("cães de aluguel" e "Forrest Gump") e um lápis do Green Peace, ouvindo Arnaldo Antunes no fone de ouvido e cabisbaixo?
Cheguei à conclusão que não sei o que acham e muito menos me importo com isso. Só sei que eu, me acho patético.
Uso All Star porque são os únicos tênis que consigo achar bonitos quando uso, minhas calças são todas jeans e a maioria azul e preta porque gosto assim, minha camisa deveria ter escrito "I´m not ready to rock", o livro (assim como todos os outros muitos que leio) é uma tentativa de algum dia poder dizer que tenho algo na cabeça (nem que seja só mais uma dor), os dvd´s provam que eu gosto de assistir filmes não tão convencionais, mas mesmo assim muito convencionais (confuso não?), o lápis do green peace é só um lápis bonitinho mesmo e a música de arnaldo antunes é o motivo pelo qual eu estava cabisbaixo.
Tenho passado por muita coisa ultimamente, tanto boa quanto ruim. Tenho visto meus amigos quase todos os dias e isso é muito bom. Sei que muita gente gosta de mim e retribuo esse carinho a elas, mesmo de longe. Tenho sofrido um pouco porque nem sempre a gente pode mandar nos nossos sentimentos, principalmente quando eles dizem respeito a outras pessoas. Tento escrever algumas coisas "bonitas" nesse blog, mas não acho nada disso bonito e penso sempre em parar de escrever de vez.
Acho que já escrevi demais sobre mim...

"Poeta bom meu bem, poeta morto."

Sexta-feira, Julho 20, 2007

Sem ver teus olhos,
Mesmo sem fitar-me ,
Nada sai de minha boca,
Nenhuma palavra de minha pena.

Somente melancolia...

Segunda-feira, Julho 16, 2007

Sem dor, não existem palavras,
Sem palavras, nada sinto,
Sem sentir, não me notas,
Sem notar-me,
acabo desistindo da dor...
Sem dor, não existem palavras,
Sem palavras, nada sinto,
Sem sentir, não me notas,
Sem notar-me,
acabo desistindo da dor...
Sem dor, não existem palavras,
Sem palavras, nada sinto,
Sem sentir, não me notas,
Sem notar-me,
acabo desistindo da dor...
Sem dor, não existem palavras,
Sem palavras, nada sinto,
Sem sentir, não me notas,
Sem notar-me,
acabo desistindo da dor...

Quinta-feira, Julho 12, 2007

Procurei em versos sentimentos tolos,
Achei em palavras, pouco de mim.
E o que fica nada diz,
O que passou, nunca foi.

Mero acaso do destino pândego...

Terça-feira, Julho 10, 2007

Esse ser

Se
Sou
Sigo
Sinto
Simples
Serio
Seco
São
Um olhar de ternura.
Mãos que se tocam.
Bocas próximas.
Um beijo que nunca existirá.

Lágrimas à toa.
Um riso sem alegria.
Um coração apertado.
Nada além disso.

Brincadeiras à parte.
Um abraço apaixonado.
Beijos com carinho.
Apenas distância.

Eu perdido em palavras.
Sem graça alguma.
Sem forma e beleza.
Apenas palavras.

Segunda-feira, Julho 09, 2007

Dorme...
E quem sabe haja lua...
luz...
dorme...
que eu sussuro cantigas em seu ouvido...
dorme...
por que não estás só...
dorme...
pois não há medo onde há amor...
dorme...
E cada nó na garganta se transforma em canção...
dorme...
pois o dia em meus braços logo chega...


Isso é só a metade do texto, a outra metade não pertence a mim... qm sabe um dia eu sou autorizado a postá-la aqui ^^
Cegas palavras que buscam um coração ao longe.

Hoje à noite quero dormir.
Faz uma semana que não consigo, que não quero.
Tuas imagens pálidas, que combinam tanto com meu ar soturno, pairam em meus olhos com tamanha vivacidade que tenho medo de fechá-los e perder-te na escuridão.
Quase posso sentir teus lábios, rubros de sangue, junto aos meus. E quão maravilhoso é o sabor de teu beijo.

Terça-feira, Julho 03, 2007

Prefiro minha vida sem graça...

Resolvi fazer um desafio durante esse fim de semana. Entrei no site www.secondlifebrasil.com.br e baixei o tão falado simulador. Para quem não conhece, o Second Life é um simulador virtual onde o usuário pode ter uma segunda vida (literalmente como o nome sugere). Nele você cria um personagem e se coloca num mundo virtual. O “jogo”, se é que pode ser chamado assim, permite que você seja, faça e ouse, tudo aquilo que gostaria no mundo real, mas que não consegue. Com um pouco de paciência e alguns reais gastos, é possível se tornar alguém popular e bem conhecido no jogo.
Infeliz ou felizmente não possuo conhecimento na área da psicologia para debater aqui o que leva uma pessoa a viver mais no mundo virtual que no mundo real, mas a experiência foi, no mínimo, interessante. Conheci dezenas de pessoas em um único fim de semana. Gastando algo em torno de vinte reais, consegui uma casa e alguns apetrechos do jogo. Persisti nessa brincadeira por dois dias, mas perdi a graça. Comecei a me questionar qual era o sentido de me relacionar virtualmente com alguém e se realmente há prazer ou diversão ou as duas coisas nisso.
De qualquer forma, o Second Life apresenta uma série de oportunidades aos usuários, de diversos empregos à modos diferentes de se relacionar com os outros usuários (incluindo sexo virtual, que convenhamos, deve ser no mínimo, estranho). Durante meu período de experiência, pude perceber a quantidade imensa de empresas que estão se aproveitando desse mundo virtual para fazer propaganda. Vi letreiros de redes de televisão, prédios com nomes de universidades particulares e até torcida organizada de times de futebol.
Não aconselho ninguém que ler esse texto a experimentar o jogo. Não que seja perda de tempo, mas te garanto, não vai acrescentar muita coisa à sua vida. Prefiram sair e conhecer gente de verdade.

Um bom dia, tarde ou noite a quem passar por aqui.
Meu Deus! (com o perdão da blasfêmia) Que blog de péssimo gosto!

Acabei de ler diversos blogs e um deles me fez perceber quão insosso isso aqui é. Ainda não acho que eu seja um completo desastre com as palavras, mas se aproxima disso.
Por muito tempo perdi meu tempo escrevendo minhas crises depressivas e supostas mazelas de minha vida. Cansei disso. Acho que escrevi muitas coisas que eu realmente sentia e algumas que ainda sinto, por isso nem tudo foi disperdício. Mas escrevi com que motivo? Talvez eu almejasse demonstrações de afeto, preocupação. Talvez eu só quisesse desabafar, já que nunca consigo falar o que sinto para ninguém. Mas o que importa é que não escrevi nada que eu possa me orgulhar de ter escrito. Por um momento chegei a pensar em desistir de postar qualquer texto aqui, mas se posso mudar o que escrevo, pq n tentar?
Pois bem. A partir de hoje pretendo postar alguma coisa que valha a pena ser lido. O que eu sinto pode continuar só para mim, como sempre.

Um abraço a todos!

Segunda-feira, Junho 25, 2007

Feliz por ter poucos amigos. Porque os que tenho, são de verdade!

Uma ótima semana a todos!

Sexta-feira, Junho 15, 2007

A partir de agora, um novo rumo e uma nova vontade...

Quem sabe até um sorriso amanhã...

Domingo, Junho 10, 2007

Nada além...

Ainda ontem
Me perdi
Em casa
Foi estranho
Não me achar
Num lugar
Tão comum
Foi estranho
Perceber que
Estava perdido
Em mim
E não
Na casa
Tudo era
Como sempre
Mas eu
Não sou
O mesmo
Como você
Sempre viu
As paredes
Que cercam
Minha mente
Não são
De concreto
Brancas ou
Amarelas como
A casa
São feitas
De pensamentos
Horrendos sobre
Meu amanhã
Sobre minha
Estranha vida
Triste
Solitário
Perdido
Vazio
Confuso

Terça-feira, Junho 05, 2007

Ando confuso...
sonhando com lábios que sangram um gosto doce, mas que são apenas lábios...
pensando em lábios que desejei e que não são apenas lábios, antes fossem...
perdido dentro de mim mesmo, sem saída, sem vontade...
confuso...

Quinta-feira, Maio 17, 2007

"Mas pra fazer um samba um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba, não"

"Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não..."

tentando compor um samba...

Quarta-feira, Janeiro 31, 2007

um dia qm sabe... alguém me entende...

Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Beware... I´m a Apocalipse Knight! with my pale horse i´ll deliver pain!!!!

i´m a piece of shit....

Quinta-feira, Janeiro 18, 2007




may i be Vincent Price either?

this pain... is killing me... who cares?

sad.

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Sometimes, i can´t understand my own thouthgs...

maybe i´m just a little sad...

i can´t put in words my feellings...

Domingo, Janeiro 14, 2007

Back to my happy sadness xD



Lacuna Coil - Falling Again

I lay, looking my hands
I search in these lines
I've not the answer
I'm crying and I don't know
watching the sky
I search an answer
I'm free, free to be
I'm not another liar
I just wanna be myself... myself
And now the beat inside me
is a sort of a cold breeze and I've
never any feeling inside, but
ruining me...
bring my body
carry it into another world
I know I live... but like a stone I'm falling down
I pray, looking into the sky
I can feel this rain
right now it's falling on me
fly, I just want to fly
life is all mine
some days I cry alone,
but I know I'm not the only one
I'm here, another day is gone
I don't wanna die...?
Please be there when I'll arrive, don't cry... please
And now the beat inside me
is a sort of a cold breeze and I've
never any feeling inside, but
ruining me...
bring my body
carry it into another world
I know I live... but like a stone I'm falling down
And now the beat inside me
is a sort of a cold breeze and I've
never any feeling inside, but
ruining me...
bring my body
carry it into another world
I know I live... but like a stone I'm falling down